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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

‘Os oceanos são os pulmões do mundo’, diz cientista



Mudança de temperatura e acidificação dos mares afetam sua capacidade de fixar carbono, o que prejudica a biodiversidade.

Ao contrário do que se pensa, não são as florestas, mas sim os oceanos que absorvem a maior parte do carbono da atmosfera. “Quanto mais fria a água, mais eficiente é o processo de sequestro de carbono”, explica Gilvan Sampaio, do Inpe. “Se os oceanos aquecem, diminui sua eficiência de fixação de carbono. Os oceanos é que são os pulmões do mundo.” 

Reportagem de Karina Ninni, no O Estado de S.Paulo.
Para Ilana Wainer, professora associada do Instituto Oceanográfico da USP, a consequência a longo prazo é óbvia. “Em um momento de saturação, os oceanos vão deixar de armazenar para exportar esse CO2.”
 
Mas esse não é o único aspecto da interação das águas do mar com o CO2 da atmosfera. Os oceanos vêm sofrendo um processo acelerado de acidificação. “O CO2, quando interage com a água do mar, diminui seu pH, tornando-a mais ácida e corrosiva. Isso impacta todos os seres vivos que têm carbonato de cálcio em sua composição, como corais, conchas e moluscos”, explica Ilana. Ela afirma que a medida do fluxo entre o oceano e a atmosfera ainda é difícil. “Há poucos locais de medição dessa interação e não temos séries temporais para monitorar a evolução do processo”, diz ela.
 
Emiliano Calderón, biólogo e professor do Museu Nacional, explica que acidificação e aumento de temperatura agem de forma complementar. “Os organismos marinhos têm muito de sua biologia regida pela temperatura, que determina o local de ocorrência, o modo de reprodução e a velocidade de crescimento”, diz ele, citando o exemplo dos corais.
 
“Eles têm uma relação simbiótica com uma alga unicelular chamada zooxantela. Ela faz a fotossíntese e produz os nutrientes e o coral lhe dá um local para viver. Para que essa relação seja harmônica, é preciso manter as temperaturas. Além disso, os corais se desenvolvem secretando carbonato de cálcio. Águas ácidas corroem essas estruturas e dificultam a secreção, diminuindo sua taxa de crescimento”, afirma ele. Em última instância, isso afeta a pesca, pois os recifes de coral são ilhas de biodiversidade em um oceano, no mais das vezes, pobre. “Boa parte da pesca acontece próxima a recifes”, diz.

Depósito em risco
Os oceanos funcionam como um depósito do carbono que sequestram da atmosfera. Mas o aumento da temperatura e a acidificação vêm modificando sua capacidade de sequestro e fixação.

Fonte http://www.ufjf.br/labcaa/2011/09/05/%E2%80%98os-oceanos-sao-os-pul...
Vídeo complementar


Por: Maurício Luiz Moresco

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ESPECIAL MEIO AMBIENTE – O QUE VOCÊ FAZ PARA PRESERVÁ-LO


Razões para Participar

Saneamento básico é a atividade voltada ao abastecimento de água potável encanada e à coleta e tratamento de esgoto, entre outras coisas, como lixo e drenagem, visando sempre à saúde tanto das comunidades quanto do meio ambiente.

Apesar de ser considerado um serviço essencial em todas as sociedades e básico como diz o próprio nome, a deficiência desse serviço causa estragos em diversos países, atingindo principalmente a saúde das crianças.

As 5 principais razões para participar dessa luta são:

   1. A falta de coleta e tratamento de esgoto, e a consequente contaminação da água por coliformes fecais, matam nossas crianças.

       Sete crianças morrem todo dia no país, vítimas de diarreia e outras 700 mil pessoas são internadas a cada ano nos hospitais públicos devido à falta de coleta e tratamento de esgoto.
 
    2. A cobertura de saneamento no Brasil não condiz com um país que aspira destaque global.


       Mais de 100 milhões de brasileiros não dispõem de rede de coleta de esgoto sanitário e 48 milhões ainda usam obsoletas fossas assépticas.

       Nas zonas rurais a coleta atinge apenas 4% da população.

   3. O Brasil investe apenas um terço do necessário em saneamento.

       Nos últimos quatro anos, o investimento foi de 0,22% do PIB, quando deveria ser de 0,63%.

       Cada R$ 1,00 investido em saneamento representa uma economia de R$ 4,00 em gastos com saúde.

   4. Os investimentos em saneamento estão emperrados. Falta planejamento e gestão.

       Os governos federal, estadual e municipal precisam se ajustar às diretrizes da nova Lei do Saneamento e a participação da iniciativa privada no setor deve ser incrementada.

   5. O saneamento alavanca a economia.

       O investimento estimado pelo setor para a universalização do saneamento vai gerar 550 mil novos empregos por ano.

Como reivindicar

Você sabia que o esgoto não tratado traz hepatite A, diarreia, dengue, cólera, esquistossomose e outras doenças?

É um prejuízo e devemos fazer nossa parte para mudar a situação.

Existem diversas formas de cobrar a coleta e o tratamento de esgoto dos governantes para a sua comunidade:

   a) Procure seu líder comunitário e informe-se sobre o andamento dos projetos de saneamento em sua região: quais são os projetos, quando serão iniciadas as obras, quando serão entregues. Cobre prazos e fiscalize os trabalhos;

   b) Procure seus vizinhos e a escola em que seus filhos estudam e mobilize a comunidade para que todos, juntos, consigam melhores condições de saúde para seu bairro. Lembre-se que falta de tratamento de esgoto é doença na certa;

   c) O Brasil investe apenas um terço do que é necessário em saneamento, mas todos pagamos impostos que deveriam ser usados no tratamento de esgoto. Mas, infelizmente, os governos não aplicam esses recursos onde deveriam. Lembre-se disso ao votar e sempre que encontrar um candidato que peça seu voto;

   d) Procure sua igreja e converse com seus amigos para formar um grupo que possa exigir investimento em obras de saneamento. Envie e-mails e cartas aos vereadores (veja os nomes e os endereços no web site da Câmara de Vereadores da sua cidade) pedindo apoio para o movimento pela coleta e o tratamento de esgoto;

   e) Mande cartas e e-mails aos jornais e rádios contando os problemas de saneamento do seu bairro. Eles também cobrarão uma atitude das autoridades.

A mudança que queremos começa dentro de nós mesmos

Para que cada brasileiro tenha acesso ao saneamento básico, o Instituto Trata Brasil precisa contar com a participação de todos: comunidade, profissionais de saúde, empresários, celebridades e governo.

Todos podem ajudar a mudar o cenário trágico do saneamento básico no Brasil.

Para isso, basta você se cadastrar. São muitos os benefícios de apoiar o movimento do ITB pela universalização do Saneamento Básico.

Fonte: http://www.tratabrasil.org.br