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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

EDUCAÇÃO NA ERA DIGITAL – DESAFIOS E PERSPECTIVAS




Nos últimos tempos a comunicação tem passado por mudanças grandiosas. Sites, blogs, telefones móveis, palm tops, intranet, chats, videoconferências, tudo feito para criar mais oportunidades de comunicações e caminhos para atingir todos os consumidores da maneira mais impactante. Contudo alguns questionamentos acerca dessas novas tecnologias e da influencia destas à educação e a vida social deve ser analisada.

Vivemos numa sociedade global, altamente dinâmica e moderna que se recicla permanentemente e exige de nós internautas, maior disponibilidade e conhecimentos para acompanhar tais avanços. Essas tecnologias, tão atuais no cotidiano da maioria das pessoas, estabelecem e oferecem opções diversificadas de estudo, lazer e entretenimento. O desafio é direcionar o conteúdo das mídias sociais para a comunicação e a capacitação educacional e não somente empregá-las como forma de aumentar a interatividade estreitando o convívio das pessoas.

Devemos aproveitar a virtualidade, a rapidez e o aperfeiçoamento das tecnologias, como alternativas às diversas práticas pedagógicas, possibilitando que os adolescentes - que passam diversas horas do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook conversando com amigos e compartilhando fotos, passatempos estes que não contribuem para a formação intelectual – utilizem uma parcela desse tempo, para o aprendizado. Para tanto é necessário uma educação voltada para a virtualidade, com um preparo por parte dos pais e educadores, de como utilizar corretamente as mídias, evitando assim o mau uso destas.

Existem diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens.

Contudo essa nova geração de telespectadores que surge na Era Digital, já crescem com uma enorme quantidade de informação embutida pela mídia e que já aprenderam a questionar o que veem, ouvem e sentem. Essa geração se tornou mais complexa e exigente, tornando a missão da educação ainda mais difícil. Novos desafios são lançados diariamente, sendo estes focalizados tanto para a formação básica quanto ao convívio social.

As mídias oferecem inúmeras alternativas, porém é necessário autonomia e criticidade para selecionar, organizar e aproveitar as múltiplas fontes de informação para construir um aprendizado dinâmico. Para tanto, novamente é necessário informar e educar esses internautas à vida em rede. É preciso aproximar as mídias da vida escolar e social dos educandos, instigando nestes o senso de curiosidade, autonomia, e seletividade procurando mostrar que estudar por meio de mídias pode ser prazeroso.

Pois, temos que fortalecer os laços e a comunicação em todas as fases da nossa vida, ainda que a mesma seja digital. Comunicação é sair de si mesmo, ir ao encontro do outro e ainda acolher o que é diferente. O segredo consiste então, em dominar as novas tecnologias, entender a convergência dos meios de comunicação e saber empregar os recursos para não só atrair a atenção do público, mas cativá-lo e educá-los.

Referências Bibliográficas:
http://www.institutoatual.com/aluno/index.php#viewpdf$$url=http://www.paulofreire.org/pub/Crpf/CrpfAcervo000201/Legado_Dissertacoes_Redes_Comunidades_Virtuais_Aprendizagem_Jaciara_Carvalho.pdf. Acesso em 15 de Novembro de 2011.
http://www.academus.com.br/group/educaoformao/forum/topics/os-sete-saberes-necess-rios-educa-o-do-futuro.  Acesso em 15 de Novembro de 2011.
LITWIN, E. Educação à distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa.  Porto Alegre: Artmed, 2001.
Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Imagens: Google

Por: Elizabete Jackowski Moresco

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MATEMÁTICOS REVELAM REDE CAPITALISTA QUE DOMINA O MUNDO


Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
New Scientist
Nota introdutória publicada por Ladislau Dowbor em sua página:
The Network of Global Corporate Control - S. Vitali, J. Glattfelder eS. Battistoni - Sept. 2011

Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico.

Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos" ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente, no sistemaarxiv.org

Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).
(*) O gráfico em forma de globo mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma

A rede capitalista que domina o mundo
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça
Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.

O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.

O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.

Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
E isso não é tudo.
Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.

"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.
E a maioria delas são bancos.
Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.

A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

Cf: Fonte: www6.ufrgs.br/soft-livre-edu/.
 
Por: Elizabete Jackowski Moresco