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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Intercâmbio





Próxima estação:
Intercâmbio

Um programa de intercâmbio normalmente é visto como uma escolha por um serviço em que o cliente passa um período de tempo na casa de uma família hospedeira para aprimorar o idioma nativo do país escolhido (normalmente o inglês), além de vivenciar a cultura estrangeira, mas o intercâmbio é muito mais que isso. É uma experiência para a vida toda!

Muitos pais propiciam a oportunidade de fazer um programa desse tipo, pois não tiveram essa chance quando eram mais jovens e querem que os filhos sejam beneficiados.

Atualmente o mundo se volta para uma língua mãe e essa língua é o inglês o que faz com que os participantes também tenham a vontade de ganhar fluência e poder, por exemplo, em uma reunião de negócios com americanos agir com naturalidade.

A independência adquirida é um fato significativo, pois muitos jovens não têm maturidade ao menos para organizar o que o rodeia, principalmente na sua própria casa, local em que gasta mais tempo.

O medo de muitos pais e muitas vezes do próprio estudante é como será a família hospedeira, pois ir morar na casa de estranhos é atitude de poucos, não basta apenas coragem é necessário determinação e muita vontade mesmo de buscar o crescimento pessoal com essa escolha.

Atualmente com os artifícios tecnológicos muitos estudantes acabam postando nas redes sociais todas as suas experiências, ou passa horas e horas em serviços instantâneos com a família natural e amigos o que prejudica o próprio estudante, pois ele está perdendo tempo de vivenciar oportunidades únicas, além de não ter novidades para contar no período de readaptação denominado pós-intercâmbio que normalmente é mais difícil do que o começo do programa lá fora, já que o estudante estará modificando todos os seus pensamentos enquanto a família biológica continua a viver da mesma forma, e depois de alguns meses o reencontro pode se tornar algo que as duas partes se choquem um pouco.

Poucos são os casos de estudantes que foram infelizes em suas experiências, podemos concluir que são exceções às quais mostram a dificuldade de deixar o filho ganhar independência por parte da família e a imaturidade do inter-cambista, que deve ter um jogo de cintura para lidar com suas frustrações e fazer do programa um sucesso.

Todos sabem que o estudante deve se adaptar e não o meio se adaptar ao estudante, apesar de parecer complicado (e mais difícil para alguns), não é nada que não possa ser vencido com os princípios e valores creditados no aluno.

Muitos estudantes saem já pagando excesso de bagagem, por isso é necessário se desapegar e com isso já deixar a saudade porque apesar de tudo que é bom e duradouro não ser conquistado de forma fácil, o indivíduo terá o seu antes e depois do programa, sendo que o cidadão formado pelo depois é definitivamente mais especial já que apresenta uma capacidade imensa de lidar principalmente com o seu "eu", além de possuir uma bagagem muito rica em todos os sentidos que será útil por toda sua vida e nada superará a sua singela frase, "sou um ex-intercambista".


Por: Rafael Pelissaro

Referências Bibliográficas:

Próxima Estação: Intercâmbio 

(Luiza Meyer)






quarta-feira, 9 de outubro de 2013

AUTISMO

Autismo: 
Como reconhecer os sintomas precoces?

O autismo é uma síndrome comportamental que compromete o relacionamento com outras pessoas, a linguagem e leva a comportamentos restritos e repetitivos. É importante saber reconhecer os sinais que aparecem antes dos três anos de idade, pois o tratamento específico após a identificação precoce gera maior chance da criança alcançar um bom desenvolvimento.

Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não. (Sistemas Inteligentes em Saúde)

Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. (Sistemas Inteligentes em Saúde)


Como é o comportamento do bebê ou da criança autista?
Cita-se abaixo alguns exemplos do que pode acontecer ou não com um bebê ou uma criança autista, mas muita atenção o diagnóstico só poderá ser determinado por um especialista.

*A criança não se reconhece pelo nome. Os pais a chamam e ela não responde. Como ela é capaz de identificar outros sons, não se trata de um problema de surdez.
 
*A criança prefere ficar sozinha. Quando deixada deitada no berço ela não reclama, parece preferir o berço ao colo dos pais.
 

*A criança não fala, não olha e mostra certa apatia. Têm uma fisionomia pouco expressiva e não interage com outras crianças.
 
*Crianças sem autismo geralmente imitam os adultos e querem todas as atenções voltadas para ela, já as crianças com sinais de autismo não acompanham os acontecimentos a sua volta.

 
*Quando a mãe sai para trabalhar ou volta do trabalho, a criança não mostra interesse por ela.
 

*Crianças de cerca de um ano com autismo vão de colo em colo e não estranham as pessoas, como seria esperado de uma criança nesta idade.
 
*Durante a amamentação, a criança com autismo não interage com a mãe.
 

*Os autistas muitas vezes separam os objetos por cor, tamanho, etc. mantendo comportamentos repetitivos e sem finalidade aparente.
 

*A criança fica horas fazendo o mesmo movimento, com o mesmo objeto. No início pode parecer apenas ser uma criança tranquila, mas isso pode ser um dos sinais da doença. Um dos movimentos mais comuns é ficar rodando um objeto.

 
*A criança pode apresentar movimentos corporais repetidos, como movimentos de balanço, às vezes, até de forma violenta.
 

*A criança utiliza as pessoas como instrumento. Pega na mão do adulto e o leva até o lugar onde quer que ele faça algo que ela deseja, ao invés de pedir o que quer na forma de uma solicitação verbal.

*Ainda não existe um exame complementar, laboratorial ou de imagens para diagnosticar o autismo infantil. Ele ainda é identificado através de exames clínicos.

Por que é importante saber reconhecer os sinais e sintomas precoces do autismo?
É fundamental que pessoas que trabalham e convivem com crianças saibam identificar sinais ou sintomas típicos de autismo em bebês ou crianças pequenas. Cerca de 60% das crianças com autismo apresentam sinais da doença ao nascer.

Uma vez identificado que o processo de desenvolvimento está alterado, a criança deve ser examinada por um especialista (pediatra, psiquiatra infantil, neurologista infantil) para que o diagnóstico seja feito e os tratamentos reconhecidamente eficazes sejam instituídos.

O diagnóstico precoce e a implantação correta dos tratamentos resultarão em significativa melhoria no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança e de seus familiares.

Cf: FONTE-ABC.MED.BR, 2011. Acesso: 02/05/2013.