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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

'Deficientes' - Aula de Eficiência

História inesquecível de inteligência comunitária e um exemplo de serviço público.

Um grupo de chamados ‘deficientes’ dá uma aula de eficiência.

O Serviço Médico de Urgências (Samu) de São Paulo - acaba de ganhar o "Certificado Internacional de Eficiência" - selo mundial que exige uma rigorosa seleção para atingir padrões de excelência em atendimento médico, pela Academia Internacional de Despacho de Emergências Médicas dos EUA.
Assunto que recebeu destaque pela evolução da rapidez e agilidade no atendimento realizado.

Em 2004, o tempo médio para a ambulância chegar até o local da ocorrência era de 35 minutos e em 2011 atingiu a marca de 10 minutos.

A qualidade dos atendentes foi fator decisivo para o selo dado a esse serviço médico.

Aqui se vê o milagre da educação.

Essa eficiência no atendimento de emergência se atribui à tecnologia e profissionalização da equipe, incluindo os Agentes de Atendimento e Despachadores de Chamados (ambos pessoas com deficiência), funcionários da Avape Net, que responde pelo recrutamento, seleção e constante acompanhamento e capacitação da equipe, formada por 163 pessoas.

Os atendentes são portadores de deficiência, com baixa escolaridade formal.

Porém o drama de estar à margem não foi um problema, mas uma solução porque eles se mostram mais solidários com as vítimas das doenças.

Pessoas que geralmente seriam tidas como incapazes para realizar qualquer coisa de útil no mercado de trabalho transformam-se em professores de eficiência, transformando uma dificuldade em solução.

Passam por constantes treinamentos, os quais proporcionam sinergia entre o cidadão que utiliza o serviço e o profissional da central de atendimento.

Os profissionais que realizam os atendimentos, além de conhecimento técnico, necessitam de muita sensibilidade para prestar um bom primeiro atendimento às pessoas que estão vivendo situações difíceis.

Resultados benéficos para a sociedade que ocorreram em face de que o poder público foi aberto a uma experiência e também à importância da entidade Avape (Associação pela Valorização das Pessoas com Deficiência).



Fontes: Gilberto Dimenstein. Integra uma incubadora de projetos de Harvard Advanced Leadership Initiative e desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle.
www1.folha.uol.com.br
www.avapenet.com.br
www.fenavape.org.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Poesia de Clarise Lispector

Sou o que quero ser;
Porque possuo apenas uma vida;
E nela só tenho uma chance de fazer o que quero.

Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce,
dificuldades para fazê-la forte,
tristeza para fazê-la humana,
e esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.





Respeitar o Próximo. Uma Boa Ação!


Respeitar a visão do outro, em qualquer aspecto, é um dos maiores valores e virtudes que um ser humano pode ter. Pois, as pessoas são, agem e pensam diferente. Jamais julgue.  
Somente procure compreender.




“Há grandes homens que fazem os outros se apequenarem. Mas um homem realmente grande faz com que todos também se sintam grandes” (Provérbio chinês).

 




Curso de Marketing Social 


ANEXOS BEM INTERESSANTES:

*CONSTRUTORES DA VIDA
                                                         
*CUIDE DE SEU FALAR

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Livre-Arbítrio Não Existe


A ciência comprova: você é escravo do seu cérebro
Você se interessou pelo tema desta reportagem e, por isso, resolveu dar uma lida. Certo? Errado! Muito antes de você tomar essa decisão, a sua mente já havia resolvido tudo sozinha – e sem lhe avisar. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de livre-arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria.

As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. Eles deveriam escolher uma letra e apertar um botão quando ela aparecesse.

Simples, não?
Acontece que, monitorando o cérebro dos voluntários via ressonância magnética, os cientistas chegaram a uma descoberta impressionante. Dez segundos antes de os voluntários resolverem apertar o botão, sinais elétricos correspondentes a essa decisão apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões.

“Nos casos em que as pessoas podem tomar decisões em seu próprio ritmo e tempo, o cérebro parece decidir antes da consciência”, afirma o cientista John Dylan-Haynes. Isso porque a consciência é apenas uma “parte” do cérebro – e, como a experiência provou, outros processos cerebrais que tomam decisões antes dela. Agora os cientistas querem aumentar a complexidade do teste, para saber se, em situações mais complexas, o cérebro também manda nas pessoas.

“Não se sabe em que grau isso se mantém para todos os tipos de escolha e de ação”, diz Haynes. “Ainda temos muito mais pesquisas para fazer.” Se o cérebro deles deixar, é claro.
A pessoa decide
O voluntário precisa tomar uma decisão bem simples: escolher uma letra.


Enquanto ele faz isso, seu cérebro é monitorado pelos cientistas
1. Observa a tela...
O voluntário olha para uma sequência de letras, que vai passando em ordem aleatória numa tela e muda a cada meio segundo.
2. Escolhe uma letra...
Na mesa, existem dois botões: um do lado esquerdo e outro do lado direito. O voluntário deve escolher uma letra – e, quando ela passar na tela, apertar um desses dois botões.
3. E aperta o botão.
Pronto. A experiência terminou. O voluntário diz aos pesquisadores qual foi a letra que escolheu e em que momento tomou a decisão.


Mas o cérebro já resolveu bem antes de a pessoa apertar o botão, ele toma as decisões sozinho 10 segundos antes.
Os córtices medial e frontopolar, que controlam a tomada de decisões, já estão acesos – isso indica que o cérebro está escolhendo a letra, 5 segundos antes.


Os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo, estão ativos. Olhando a atividade deles, é possível prever se a pessoa vai apertar o botão direito ou o esquerdo.

E já é possível prever pensamentos.
Além de provar que o livre-arbítrio não existe, a neurociência acaba de fazer outro enorme avanço: pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso. Cada voluntário recebeu uma lista de palavras sobre as quais deveria pensar.


Enquanto ele fazia isso, um computador analisava sua atividade cerebral (por meio de um aparelho de ressonância magnética). O software aprendeu a associar os termos aos padrões de atividade cerebral – e, depois de algum tempo, conseguia adivinhar em quais palavras as pessoas estavam pensando. O sistema ainda tem uma grande limitação – ele só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver totalmente concentrada. O que nem sempre é fácil.

“Às vezes, no meio da experiência, o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’”, e isso embaralhava o computador, conta o cientista americano Tom Mitchell, responsável pelo estudo.

Fonte: Texto Salvador Nogueira - Revista Superinteressante