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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL - Quanto vale um professor?



Certamente chamou a atenção de alguns brasileiros de bom senso, a mobilização realizada pelos professores da rede pública de ensino, promovida no período de 14 a 16 de Março, que envolveu professores de mais de 20 Estados, cujos pontos em discussão, os motivos do movimento, se resumiam em: a) ampliação dos investimentos em educação, ou seja, aplicação de 10% (dez por cento) do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em educação, e pagamento do valor referente ao Piso Nacional do Magistério, ou seja, R$ 1.451,00 (um mil quatrocentos e cinquenta e um reais), diga-se de passagem, para uma jornada de 40 horas semanais. Vale a pena repetir: o Piso Nacional do Magistério, do qual o governo federal parece se vangloriar, nos seus pronunciamentos, é, pasmem, R$ 1.451,00 (um mil, quatrocentos e cinqüenta e um reais), para o professor que trabalhe com jornada de 40 horas semanais. Num país de governantes sérios daria para sustentar um discurso de “valorização do Magistério”, com uma pouca vergonha desse tipo?

Este é o valor que o “nosso governo”, através do Ministério da Educação, juntamente com os “nossos representantes” no Congresso Nacional, atribui ao Professor brasileiro, ou seja, considerando-se que a maioria dos professores prestam concurso público para uma jornada de 20 horas semanais, significa dizer que o Piso Salarial Nacional do Magistério é, na prática, de R$ 725,50 (setecentos e vinte e cinco reais e cinquenta centavos). Logo, para os comandantes da política educacional no Brasil, esta “fortuna” representa quanto vale um Professor, no nosso querido país, pelo menos durante os três primeiros anos de trabalho na rede pública (período de estágio probatório).

E mais, talvez muita gente não saiba, mas é bom saber, esse é o salário de um professor que passou cinco anos na faculdade, concluiu uma licenciatura direcionada à sua atividade, e depois cursou uma pós-graduação em nível de especialização, tudo direcionado ao Magistério, para ganhar esse valor, repita-se, pelo menos nos três primeiros anos.

É relevante destacar que esse vergonhoso valor, em alguns casos, é acrescido de um pequeno percentual, quando muito 30% (trinta por cento), a título de atividade docente, de modo que o sujeito acaba ficando com um salário liquido em torno de R$ 800,00 (oitocentos reais) mensais. Só para lembrar, isso é pouco mais de um Salário Mínimo. Pois é! Isso mesmo! É quanto vale um professor, à luz da cínica avaliação da maioria dos políticos que elegemos e que, para a nossa desgraça, detém o condão de decidir as políticas públicas em todo o país, inclusive a educação.

Quem teve a oportunidade, ou o interesse, de acompanhar as reportagens durante os dias de paralisação viu que alguns governadores e muitos prefeitos entendem que esse valor representa muito para que se possa pagar a um professor da rede pública e, saliente-se, quando o Ministério da Educação anunciou, com base na Lei do Piso, o aumento de 22% (vinte e dois por cento), para que com isso se chegasse ao valor supramencionado (R$ 1.451,00), mais de 700 (setecentos) prefeitos foram a Brasília se manifestar contra o aumento do Piso Nacional do Magistério, e não podemos esquecer que alguns governadores defenderam a tese de que o aumento do Piso deveria ser somente de 6% (seis por centos). É lógico que a imprensa não divulgou esses detalhes, também quase sempre as coisas sérias não são de interesse da mídia, deixando a impressão ao grande público que “a greve dos professores” é um prejuízo para a educação, e pronto.

A temática suscita uma questão tão simples quanto relevante, qual seja, é possível fazer uma educação pública de qualidade sem que se leve a sério a efetiva valorização do professor?

Lamentavelmente, ainda há os que digam que a questão salarial do professor não está diretamente associada à possibilidade de melhores resultados. Com todo respeito a essa tese, não devemos esquecer que os empreendimentos contemporâneos têm levado em conta como um dos elementos de desenvolvimento das organizações, o investimento nas pessoas. É fato que o trabalhador melhor remunerado trabalha mais satisfeito, sabendo que o seu filho pode se alimentar melhor, que poderá cuidar melhor da saúde da sua família, que poderá custear um pouco de lazer e, como consequência, a sua satisfação resulta em mais produtividade e mais qualidade no seu trabalho. Ao contrário, baixos salários sempre implicam em desdobramento de jornada em vários lugares, na tentativa de sobreviver melhor, sem contar com o cotidiano de trabalhadores stressados, insatisfeitos, depressivos, e uma série de outros males, com cada vez menos qualidade de vida, dessa forma contribuindo, sem ser o único fator, é claro, com a má qualidade da educação, basta ver os resultados do IDEB pelo Brasil afora.

A história do Brasil nos dá conta dos tempos em que um pai de família tinha orgulho de dizer que a sua filha ou o seu filho acabava de ser diplomada (o) professora ou professor, isso talvez nos idos do final do século XIX. Lembro-me de ter lido uma curiosidade, ainda no meu tempo de ginásio, na biblioteca do colégio, sobre uma reportagem publicada no Jornal “O Dia”, do Rio de Janeiro, se não me falha a memória, em outubro de 1862, apresentando um ranking dos melhores salários do serviço público no Brasil, e o salário de professor com nível universitário figurava na lista. Pois é, os anos se passaram, o país saiu do subdesenvolvimento, ganhou prestígio no cenário internacional, a esquerda ascendeu ao poder, estamos entre as primeiras economias do planeta, e, hoje, o salário de um professor com nível universitário é, pasmem, o pior salário do país. É claro que a história nos dá conta, também, de que houve um aumento galopante, não só em Brasília, mas ali principalmente, daqueles que se aperfeiçoam, a cada dia, na arte de conduzir o dinheiro público para o seu próprio bolso, em detrimento do interesse público. E aí talvez esteja uma boa justificativa para que o país não possa ampliar os investimentos em educação, conforme deveria ser feito, e para que o professor não possa ser decentemente remunerado.

Um professor pós-graduado, em nível de especialização, depois de 25 (vinte e cinco) longos anos de trabalho, com jornada de 40 horas semanais, com uma carreira recheada de formação continuada, às portas da aposentadoria, talvez logre receber um salário na faixa de seus R$ 4.000,00 (quatro mil reais), diga-se de passagem, é o salário inicial de muitas categorias com formação em nível médio, no setor público, a exemplo de um Técnico do INSS, cujo salário inicial é um pouco maior do que isso, conforme publicado no edital do último concurso da citada autarquia.

Às vezes ouvimos referências ao valor do Piso Nacional do Magistério, feitas por autoridades, nos meios de comunicação, como se fosse grande coisa. Respeito e civismo à parte, é claro, mas se vivêssemos num país um pouco mais sério seria um desrespeito dizer que o salário de um professor, licenciado, trabalhando dois turno por dia, ou seja, com jornada de 40 horas semanais, é de R$ 1.451,00 (um mil, quatrocentos e cinquenta e um reais).

Os “nossos representantes”, lamentavelmente, temos que dizer “nossos representantes”, utilizam de um discurso repugnante, para argumentar que os cofres públicos, sobretudo as prefeituras e os governos estaduais, não têm com pagar um salário melhor ao professor. É claro que esse discurso não passa de uma mentira deslavada, daquelas que somente se conta em países de políticos como os nossos. E é claro que nas suas rodas de uma boa conversa, tomando um bom uísque, eles devem dar risadas da nossa cara. Assim como devem cair na risada do paradoxo absurdo vivido no país, ou seja, a venda de um discurso maravilhoso, que prega a educação como prioridade, da busca da qualidade em educação, e, na contramão do discurso cínico, a limitação para investir no setor (menos de 10% do PIB), associada ao pagamento de salários de miséria aos professores da rede pública.

A nós, principalmente a nós professores, resta uma esperança: quem sabe, um dia, essa falta de vergonha ainda force a nossa voz; ainda mude o nosso tom; e ainda acorde esse país.
Enquanto esse dia não chega, fica a pergunta: Quanto vale um professor?

Por: Manoel Messias Pereira, Professor, licenciado   em História, bacharelando em Direito.

FONTE: Blog Recanto das Letras

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

'Deficientes' - Aula de Eficiência

História inesquecível de inteligência comunitária e um exemplo de serviço público.

Um grupo de chamados ‘deficientes’ dá uma aula de eficiência.

O Serviço Médico de Urgências (Samu) de São Paulo - acaba de ganhar o "Certificado Internacional de Eficiência" - selo mundial que exige uma rigorosa seleção para atingir padrões de excelência em atendimento médico, pela Academia Internacional de Despacho de Emergências Médicas dos EUA.
Assunto que recebeu destaque pela evolução da rapidez e agilidade no atendimento realizado.

Em 2004, o tempo médio para a ambulância chegar até o local da ocorrência era de 35 minutos e em 2011 atingiu a marca de 10 minutos.

A qualidade dos atendentes foi fator decisivo para o selo dado a esse serviço médico.

Aqui se vê o milagre da educação.

Essa eficiência no atendimento de emergência se atribui à tecnologia e profissionalização da equipe, incluindo os Agentes de Atendimento e Despachadores de Chamados (ambos pessoas com deficiência), funcionários da Avape Net, que responde pelo recrutamento, seleção e constante acompanhamento e capacitação da equipe, formada por 163 pessoas.

Os atendentes são portadores de deficiência, com baixa escolaridade formal.

Porém o drama de estar à margem não foi um problema, mas uma solução porque eles se mostram mais solidários com as vítimas das doenças.

Pessoas que geralmente seriam tidas como incapazes para realizar qualquer coisa de útil no mercado de trabalho transformam-se em professores de eficiência, transformando uma dificuldade em solução.

Passam por constantes treinamentos, os quais proporcionam sinergia entre o cidadão que utiliza o serviço e o profissional da central de atendimento.

Os profissionais que realizam os atendimentos, além de conhecimento técnico, necessitam de muita sensibilidade para prestar um bom primeiro atendimento às pessoas que estão vivendo situações difíceis.

Resultados benéficos para a sociedade que ocorreram em face de que o poder público foi aberto a uma experiência e também à importância da entidade Avape (Associação pela Valorização das Pessoas com Deficiência).



Fontes: Gilberto Dimenstein. Integra uma incubadora de projetos de Harvard Advanced Leadership Initiative e desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle.
www1.folha.uol.com.br
www.avapenet.com.br
www.fenavape.org.br

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Importância da Escola


Coletânea de pensamentos e um vídeo muito bom para auxiliar-nos em nossas reflexões sobre a Importância da Escola em nossas vidas.

"Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos."
(ALBERT EINSTEIN)

"As pessoas precisam mais é usar o Cérebro. A imaginação e tão importante quanto a escola. a Dúvida e tão importante quando a Resposta, se perguntem questione, Tenha Sua própria opinião formada e a defenda. A Origem da palavra bobo é de uma pessoa de fato facilmente manipulável.
Reflitam..."

(Nicholas Voppichler)


"Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste. A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda a tradição do verdadeiro, do bem e do belo."
(Ernest Renan)

"A juventude é uma boa escola. Sempre chega o tempo em que você consegue dominar tuas capacidades e dar a exata medida às coisas, e você verá que mesmo os teus maiores erros e frustrações se tornarão para ti excelente tesouro no caminho de tua evolução e realização pessoal."
(Augusto Branco)

"Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida."
(Oscar Niemeyer)

"Se você fracassar na educação de seus filhos, nada que fizer bem terá muita importância."
(Jaqueline Kenedy)

"Tive professores ruins. / Foi uma boa escola."
(A. Astel)

"Foi assim que a escola me ajudou: forçando-me a pensar ao contrário dos meus próprios pensamentos."
(Rubem Alves)

"A escola pode não formar grandes homens mas pode formar os melhores."
(Prof Alan Henrique)

"A educação não pode ser delegada somente à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre."
(Dr. Içami Tiba)

Novos Paradigmas da Educação

 


terça-feira, 22 de outubro de 2013

A vida e a obra de Cruz e Sousa

João da Cruz e Souza, poeta, jornalista, professor, nasceu na cidade de Desterro (atual Florianópolis), Santa Catarina em 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados, teve educação cuidada pelos antigos senhores de seus pais. Em 1882 e 1883, viajou pelo Norte do país, como secretário e ponto de uma companhia teatral. De novo em Desterro, integrou-se ao movimento abolicionista, atuando na imprensa. 

Indicado para uma promotoria pública em Laguna, no interior de Santa Catarina, teve a nomeação barrada devido ao racismo. Em 1885, funda o jornal O Moleque, título que deu lugar à exploração mordaz por parte dos adversários. Em 1890, já no Rio de Janeiro, ingressa no funcionalismo público, como amanuense da Estrada de Ferro Central do Brasil, cargo humilde e pouco rendoso, que não lhe permitia sair da vida de privações. Influenciado pelo movimento decadentista francês, lançou, no jornal Folha Popular, em 1891, com B. Lopes, Oscar Rosas e Emiliano Perneta, o manifesto que viria dar corpo ao movimento simbolista, iniciado com a publicação dos livros Missal e Broquéis. Ao lado das dificuldades financeiras, passou por muitos dissabores na vida intelectual, jamais logrando bom acolhimento nas redações dos jornais e nas rodas literárias. 

Seu sofrimento, acentuado pela morte do pai e pelo enlouquecimento da esposa, Gavita Rosa Gonçalves, conduziu-o a uma crise, que o levou a adquirir tuberculose, do que viria a morrer. "Poeta Negro", "Dante Negro", "Cisne Negro"... não são poucos os epítetos colocados nesse poeta que, tendo morrido em 1898, já foi comparado a Mallarmé, Baudelaire, Stefan George e Lautréamont, entre outros escritores de grande importância internacional. Num momento em que o Naturalismo e o Parnasianismo determinavam o cânone literário do país, o aparecimento de ‘Broquéis’ inaugura o Movimento Simbolista no Brasil, adquirindo com Cruz e Sousa (um filho de escravos libertados que, apesar disso, recebeu uma educação aristocrática e se manifestou amplamente a favor do abolicionismo) uma característica inteiramente singular. 

Se sua originalidade decorre da capacidade criativa e da dedicação, as tragédias da vida não foram menos importantes para a formulação de uma poética simultaneamente pensada e nevrálgica, ou, como já se disse, "selvagem". Com ele, através de uma desconexão lógica da imaginação e de uma multiplicidade significativa da linguagem, a subjetividade se abre, doridamente, a uma misteriosa violência cósmica e ontológica. Talvez, outro poeta não tenha tido um trabalho tão afim ao dele quanto Van Gogh.

Tropos e Fantasias (1885)
Broquéis (1893)
Missal (1893)
Evocações (1898)
Faróis (1900)
Últimos Sonetos (1905)
Obras (1943)
 
Fonte: www1.an.com.br - Acesso: 10/11/2011.

Nos comentários abaixo, muitas poesias de 
Cruz e Sousa. 
Vale a pena conferir! 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

5 Rs - Educação Ambiental


A política dos 5 Rs é consiste no ato de repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar.

Reciclagem é um termo utilizado para indicar o reaproveitamento ou a reutilização de um material que por algum motivo foi rejeitado.
A partir da reciclagem diminuem a quantidade de lixo que é jogada na natureza e a quantidade de energia e de matéria-prima que é utilizada para a produção de novos produtos.
No Brasil, cerca de 240 mil toneladas de lixo são produzidas diariamente, sendo que apenas 2% desse lixo é reciclado.

Agora se somar-se toda a produção mundial de lixo diário, vê-se números assustadores.
É extremamente importante que as pessoas se conscientizem e tenham ações práticas que reduzam o seu impacto sobre o planeta Terra.
  • Informe-se;
  • Escute;
  • Converse;
  • Respeite o próximo;
  • Busque soluções amigáveis.
Pratique os 5 Rs do consumo consciente:


Para isso é imprescindível saber o que significam os 5 Rs (repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar).
 

A sustentabilidade depende de atitudes coletivas em prol do meio ambiente.
Por isso é preciso desenvolver bons hábitos de produção, consumo e destino dos resíduos, adotando as seguintes atitudes:

1º R: Repensar.
É muito importante repensar hábitos de consumo e descarte.
Será que o que se está comprando é algo de que realmente se necessita?
Será que algumas vezes consome-se por impulso e acaba-se cometendo desperdício?
Ao invés de comprar algo novo, não poderia reaproveitar algo que já possui?
Compra-se um tênis, um computador, uma peça de roupa nova, mas o que se faz com os antigos?
Reaproveita-os ou joga-os no lixo comum?
Como se descarta o lixo da casa?
Separam-se embalagens, matéria orgânica e óleo de cozinha usado, jogando no lixo apenas o que não for reutilizável ou reciclável?
Essas e outras perguntas podem ser feitas a fim de que se repensem a maneira como se está consumindo e também como se está descartando o lixo produzido.
Muitos produtos podem ser reutilizados.
Usar e abusar da criatividade; desenvolver o hábito da reutilização.

2º R: Reduzir.
Consumir menos produtos, dando preferência aos que tenham maior durabilidade.
Uma forma de reduzir é:
  • adquirir refis de produtos;
  • escolher produtos que tenham menos embalagens ou embalagens econômicas;
  • dar prioridade às embalagens retornáveis;
  • adquirir produtos a granel;
  • ter sempre sua sacola de compras ao invés de utilizar as sacolinhas de plástico;
  • usar a criatividade e fazer bijuterias, brinquedos e presentes personalizados utilizando materiais recicláveis;
  • utilizar pilhas recarregáveis ao invés de pilhas alcalinas;
  • utilizar lâmpadas econômicas, etc
Consumir menos e racionalizar mais.
Reduzir o consumo é uma das melhores maneiras de proteger o ambiente.
Menos consumo, menos resíduo!

3º R: Recusar.
Quando recusa-se produtos que prejudicam a saúde e o meio ambiente está contribuindo para um mundo mais limpo.
Deve-se preferir produtos de empresas que tenham compromisso com o meio ambiente e sempre fique atento às datas de validade dos produtos.
Recusar sacos plásticos e embalagens não recicláveis, aerossóis e lâmpadas fluorescentes.
Recusar o que não é necessário e também os produtos que agridam o meio ambiente.
Evitar o excesso de embalagens.

4º R: Reutilizar.
Ao reutilizar, estar-se-á ampliando a vida útil do produto, além de economizar na extração de matérias-primas virgens.
Muitas pessoas criam produtos artesanais a partir de embalagens de vidro, papel, plástico, metal, cd’s, etc.
Utilizar os dois lados do papel e fazer blocos de rascunho, pois, assim, preservam-se muitas árvores.
Repensar as atitudes e estilo de vida; manter-se informados sobre as questões ambientais.

5º R: Reciclar.
Ao reciclar qualquer produto reduz-se o consumo de água, energia e matéria-prima, além de gerar trabalho e renda para milhares de pessoas.
Faça-se a coleta seletiva para contribuir com um mundo mais sustentável.
Após esclarecer o significado dos 5 Rs compreende-se como o mundo pode ser mais sustentável, ou seja, algumas ações práticas no cotidiano são necessárias.
Deve-se dar a destinação adequada aos resíduos, organizar a coleta seletiva nas casas, condomínios e locais de trabalho.
  

Fonte: http://educador.brasilescola.com (Paula Louredo);  
           http:/tjsc.jus.br/sinalverde

EDUCAÇÃO COMO SUPERAÇÃO



O Livro VII da obra de Platão, a República ele idealiza um princípio novo de educação, o Estado é uma invenção da mente humana e para remodelá-la é preciso aperfeiçoar a mente dos homens, justiça é habito mental, sendo assim, só existirá a justiça apropriada quando os cidadãos adquirirem tal hábito e isso só se alcançará pela educação do povo.

O sujeito educado é instigado a querer uma cidadania perfeita e isso se conquista com a passagem gradativa do senso comum enquanto visão do mundo, para o conhecimento filosófico que é racional, sistemático e organizado.

Com a alma iluminada, leve, livre e solta da ignorância e maldade, a educação como superação da ausência de conhecimento, para libertar o homem da caverna é necessária educação, atingir o inteligível, fazendo se necessário descobrir as tendências de cada alma, colocar treinar, educar cada vez mais, isso desde a infância para aproveitar melhor as potencialidades e competências de cada um, dominar as matemáticas, conduzir o sujeito para a verdade é a filosofia o mais extraordinário de todos os empreendimentos.

A errância é uma batalha entre a luz e as trevas, a filosofia conduz o homem no conhecimento do bem, daquilo que é o mais soberano e encontra-se na esfera inteligível.

Trechos de um artigo:

A Tese Platônica do Filósofo-Rei, Sua Vinculação Entre Política e Educação

http://artigocientifico.com.br/pesquisadores/?mnu=2&smnu=4


Curso de Informática na Educação 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

“OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO”




“Os sete saberes necessários à educação do futuro” tem por objetivo expor problemas centrais que permanecem totalmente ignorados ou esquecidos e que são necessários para se ensinar no futuro.

O livro tem sete pontos fundamentais:
As cegueiras do conhecimento: O erro e a ilusão;
Os princípios do conhecimento pertinente;
Ensinar a condição humana;
Ensinar a identidade terrena;
Enfrentar as incertezas;
Ensinar a compreensão;
A ética do gênero humano.

“As cegueiras do conhecimento: O erro e a ilusão”; o autor defende a importância de se considerar os inúmeros erros e ilusões que podem ocorrer na transmissão de informação. Destaca os erros mentais, intelectuais e os erros da razão, enfatizando, neste último, a diferença entre racionalização e racionalidade, pois considera a racionalidade uma das proteções contra o erro e a ilusão. Morin também destaca as cegueiras paradigmáticas e mostra como os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões. Para o autor a educação deve sempre estar atenta à identificação da origem de erros, ilusões e cegueiras. E mais que isso, considerar sempre todos os aspectos dos problemas, sejam eles antropológicos, políticos, sociais ou históricos.

“Os princípios do conhecimento pertinente”;  Nesse capítulo ele trabalha as questões do contexto, o global, o multidimensional, o complexo, mostrando que o conhecimento dividido em disciplinas o  vezes impede a visualização da totalidade. Para Morin é importante que se consiga estabelecer as relações entre as partes e o todo em um mundo complexo.

“Ensinar a condição humana”; traz mais uma vez a discussão do ensino fragmentado e de como isso é prejudicial à educação. É preciso considerar o ser humano e toda sua complexidade: sua condição física, biológica, psíquica, cultural, social, histórica. A educação do futuro deveria “mostrar e ilustrar o destino multifacetado do humano: o destino da espécie humana, o destino individual, o destino social, o destino histórico, todos entrelaçados e inseparáveis.”

“Ensinar a identidade terrena”; O autor faz um breve panorama do “resultado” da educação no século passado, falando da herança de morte (armas nucleares, vírus, etc.), da morte da modernidade. Tal panorama serve como contraponto ao que o autor chama de herança de nascimento, a cidadania terrestre. Para ilustrar esse pensamento, Morin usa como exemplo várias contracorrentes existentes hoje que estão no cerne dessa missão: contracorrente ecológica, qualitativa, de resistência à vida prosaica, de resistência ao consumo padronizado, entre outras.

“Enfrentar as incertezas”; Morin defende que é preciso ensinar estratégias que permitiriam enfrentar os imprevistos e agir usando as informações adquiridas ao longo do tempo. O autor faz uma reflexão sobre a importância de sabermos lidar com as incertezas ligadas ao conhecimento.

“Ensinar a compreensão”; O autor mostra o paradoxo do nosso tempo: apesar de termos cada vez mais meios de comunicação, a incompreensão permanece geral. O autor discute sobre as duas formas de compreensão: a compreensão intelectual e a compreensão humana, afirmando que enquanto a compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação, a compreensão humana vai além da explicação, comportando um conhecimento sujeito a sujeito. Morin cita o egocentrismo, o etnocentrismo, o sociocentrismo como obstáculos às duas compreensões. É imprescindível que a educação do futuro trabalhe a questão da compreensão, em todas as idades e em todos os níveis de educação.

“A ética do gênero humano”; Morim  mostra que indivíduo/sociedade/espécie são co-produtores um do outro. A educação deve conduzir à ética propriamente humana, que compreende a esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária. O autor reforça ainda a importância da democracia para a educação do futuro e conclui salientando que a educação do futuro tem como finalidade a busca da hominização na humanização.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 12 ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2007.

Cf: infoeducacaousp.blogspot.com/2008/04/resenha.html. Acesso: 01/11/2011.

Ainda um vídeo interessante para se fazer uma reflexão:
“OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO”